Alemanha na Copa 2026: o Grupo E e o teto realista
Nagelsmann já tem os 26 nomes e um sorteio favorável — mas nosso modelo ainda deixa a Alemanha bem fora das favoritas ao título. Eis a análise honesta.

A Alemanha chega à Copa 2026 carregando tradição e dúvida em doses iguais. Julian Nagelsmann, cujo contrato vai até a Euro de 2028, convocou seus 26 jogadores, e a manchete é a volta de Manuel Neuer, aos 40 anos, ao gol. Ao redor dele há uma mistura de experiência e juventude: Joshua Kimmich e Antonio Rüdiger seguram a espinha dorsal, Florian Wirtz e Jamal Musiala trazem a criatividade, e Nick Woltemade — artilheiro das Eliminatórias com quatro gols — dá referência ao ataque. O elenco da Alemanha também conta com Kai Havertz, Leroy Sané, Aleksandar Pavlovic e a joia adolescente Lennart Karl.
O contexto é incômodo. A Alemanha caiu na fase de grupos em duas Copas seguidas (2018 e 2022) e foi eliminada na Euro de 2024, em casa, pela Espanha em uma cruel prorrogação, com Mikel Merino cabeceando o gol da vitória aos 119 minutos. As Eliminatórias pouco fizeram para calar os críticos: a surpreendente derrota de 2 a 0 para a Eslováquia na estreia foi seguida de forte recuperação e da liderança do grupo, mas o tropeço inicial ficou na memória.
O sorteio foi generoso. No Grupo E, a Alemanha enfrenta a estreante Curaçao (a menor nação a se classificar na história, 82ª no ranking da Fifa) em 14 de junho, em Houston, depois a Costa do Marfim em 20 de junho, em Toronto, e o Equador em 25 de junho, no MetLife Stadium. No papel, o time de Nagelsmann deve liderar o grupo com tranquilidade; a briga de verdade é entre Equador (23º) e a Costa do Marfim, campeã africana de 2024, pela segunda vaga. Qualquer coisa abaixo do primeiro lugar seria um grande fracasso. Dá para conferir todos os jogos do Grupo E e os rankings antes da bola rolar.
Qual é o teto realista? No formato de 48 seleções, com uma rodada de mata-mata a mais, o vencedor do Grupo E entra em uma fase de 32 e depois em umas oitavas que podem cruzar logo com um gigante. Esta Alemanha tem talento para chegar às quartas ou à semifinal, mas a preocupação que o próprio Nagelsmann admite é poder de fogo e regularidade contra a elite europeia. O caminho até a final no MetLife, em 19 de julho, quase certamente passaria por bater ao menos uma entre Espanha, França e Argentina.
É exatamente por isso que nosso modelo a coloca onde está. A Alemanha aparece como a oitava melhor chance de título — atrás das favoritas Espanha, Argentina e França, no segundo pelotão ao lado de Holanda e Portugal. É um retrato justo de uma equipe que deve vencer seu grupo e incomodar qualquer um em dia inspirado, mas que não emenda uma campanha longa desde 2014. Veja como os números da Alemanha se comparam em nossas previsões da Copa 2026 e teste seu próprio chaveamento no simulador.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.