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Copa do Mundo 2026, Grupo B: a Suíça é a aposta segura, mas o modelo prefere os anfitriões a Dzeko

A Suíça deve passar de bobeira. A surpresa é quem vai junto: não os românticos de Edin Dzeko nem os campeões da Ásia, e sim os coanfitriões em Vancouver — e há motivos de futebol para isso.

O Grupo B é a casca de banana silenciosa do torneio. Tem uma seleção europeia calejada, que se classifica dormindo, um coanfitrião com o melhor elenco de sua história, um craque de 40 anos na última volta olímpica e os atuais reis da Ásia. A Suíça deve liderar. A discussão que vale a pena é sobre quem avança junto, e o modelo crava num nome que vai incomodar uns quantos neutros.

## Suíça: os eternos superadores, ainda ronronando A Suíça de Murat Yakin é o que mais se aproxima de uma certeza neste grupo. Passou invicta pelas Eliminatórias da UEFA, quatro vitórias e dois empates, 14 gols marcados e dois sofridos, incluindo um 2 a 0 na Suécia e um 3 a 0 sobre a Eslovênia. É a mesma seleção que despachou a campeã Itália nas oitavas da Euro 2024 e só caiu para a Inglaterra nos pênaltis nas quartas. Granit Xhaka, 33 anos e a caminho de sua quarta Copa, comanda tudo lá de trás; Manuel Akanji e Ricardo Rodriguez sustentam uma defesa que quase não vacila. A única dúvida está no gol. Yann Sommer se aposentou da seleção, então Gregor Kobel, do Dortmund, chega gelado a um grande torneio. Breel Embolo é a referência, Dan Ndoye e Ruben Vargas abrem o campo pelos lados. A maioria desse grupo esteve no Catar. Sabem exatamente o que uma Copa exige, e raramente se entregam sozinhos.

## Canadá: a aposta do modelo para o segundo lugar, e o argumento é mais firme que a fama Esta é a tese que merece atenção. O nome de peso entre os perseguidores é o bósnio Edin Dzeko, mas o modelo coloca os coanfitriões à frente dele como segundos favoritos a avançar, e o futebol está do lado dessa conta. O Canadá chegou à semifinal da Copa América de 2024, batendo sul-americanos de respeito antes de Messi e Julián Álvarez resolverem a parada num 2 a 0 da Argentina. Continua sendo a campanha mais convincente que qualquer um abaixo da Suíça neste grupo pode exibir. Jesse Marsch montou um time de pressão alta e jogo ofensivo em torno de Jonathan David, agora na Juventus, e de Tajon Buchanan, e dois dos três jogos são no BC Place, em Vancouver, com a casa cheia. O asterisco é Alphonso Davies. Uma lesão na coxa, sofrida na semifinal da Champions do Bayern contra o PSG, tirou o capitão da estreia; Marsch já avisou que ele volta para os jogos contra Catar e Suíça. Mesmo um Davies que entre no meio do torneio é o que separa um bom Canadá de um Canadá perigoso, e este é o elenco mais profundo que o país já reuniu.

## Bósnia e Herzegovina: a última dança de Dzeko, com as pernas no limite O romantismo os trouxe até aqui. A Bósnia chegou à sua segunda Copa pelo caminho mais duro, batendo o País de Gales nos pênaltis em Cardiff antes de atropelar a Itália por 4 a 1 na disputa de pênaltis em Zenica e enterrar de novo a tetracampeã. Edin Dzeko, 40 anos e de volta à Alemanha pelo Schalke, ainda é por onde tudo passa: 146 jogos, 73 gols, o último sobrevivente da geração de ouro agora que Miralem Pjanic pendurou as chuteiras. Sergej Barbarez tem um time organizado e chato de enfrentar. Mas as pernas já não respondem, e os gols dependem quase só de um centroavante que já podia se aposentar de tudo. Em noite inspirada, tiram pontos de qualquer um deste grupo. Pedir que repitam a dose três vezes em quinze dias é onde o sonho esbarra na conta.

## Catar: campeões da Ásia querendo calar a piada do "passe livre de anfitrião" O Catar chega como bicampeão da Copa da Ásia, e desta vez conquistou a vaga dentro de campo, e não como anfitrião, ralando na quarta fase das Eliminatórias asiáticas. Julen Lopetegui tem uma dupla de frente realmente afiada para se apoiar. Akram Afif deu mais assistências do que qualquer outro jogador nas Eliminatórias da AFC; Almoez Ali, maior artilheiro da história do Catar, fez 12. O problema é tudo o que vem atrás deles. Contra adversários calejados de Europa e Copa América, a diferença física pode ficar feia rápido, e manter o gol zerado soa como pedir demais.

## Os jogos que decidem o grupo - Canadá x Bósnia e Herzegovina (12/06, Toronto) — na prática, o duelo direto pela segunda vaga, logo na abertura, e o Canadá precisa fazer isso sem Davies. - Canadá x Catar (18/06, Vancouver) — o jogo seguro em casa. Tropeçar aqui e a conta fica pesada num piscar de olhos. - Suíça x Canadá (24/06, Vancouver) — se os dois vencerem antes, vale a posição na chave, não a sobrevivência, o que agrada a todos.

## O veredito A Suíça fica com o grupo. Está um degrau acima do resto e é experiente demais para tropeçar sozinha. O Canadá leva o segundo lugar: a torcida de Vancouver e a volta de Davies pendem a disputa apertada a seu favor, na frente dos românticos de Dzeko, que simplesmente não correm mais por quinze dias como já correram. O Catar é o mais bonito de ver com a bola e o mais sujeito a apanhar sem ela. Comece pela abertura em Toronto, porque o Grupo B se decide naquela noite.

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2026-06-07 · Cup26 AI