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Prévia do Grupo F da Copa 2026: a Holanda é favorita clara, e o modelo fica com o Japão na frente dos craques suecos

A Suécia levou Isak e Gyökeres para o Texas. Nosso modelo segue com o Japão em segundo, porque dois grandes camisas 9 não tapam o buraco de um time que não venceu nada no próprio grupo das Eliminatórias.

No papel, o Grupo F parece arrumadinho. Não é. A Holanda é a força do grupo, do tipo de cabeça de chave que você já carimba nas oitavas lá em novembro. Atrás dela, três seleções com três problemas bem diferentes: um Japão que virou, sem alarde, um dos times mais equilibrados da Copa; uma Suécia que carrega dois dos centroavantes mais afiados da Premier League e pouca coisa além disso; e uma Tunísia que passou pelas Eliminatórias da CAF sem sofrer um gol sequer. Os holandeses devem terminar em primeiro. É no segundo lugar que o modelo crava sua bandeira, e não a crava sobre os nomes famosos.

## Holanda: favorita com um problema de criação O time de Ronald Koeman passou invicto pelas Eliminatórias e chega com a defesa mais dura do grupo. Virgil van Dijk, Micky van de Ven, Jurriën Timber, Nathan Aké: é uma linha de fundo em que você dorme tranquilo. A preocupação está mais à frente. Xavi Simons rompeu o ligamento cruzado em abril, atuando pelo Tottenham, o que tirou o único camisa 10 de ofício do elenco. Agora a criação precisa sair de Frenkie de Jong e Tijjani Reijnders, recuados. Cody Gakpo decide um mata-mata sozinho e Memphis Depay, maior artilheiro da história da seleção, ainda fareja o gol mesmo depois de uma passagem apagada no Corinthians. Mas este é um time montado para sufocar o jogo, não para encantar. Jeremie Frimpong nem entrou no avião, depois de uma temporada destruída por lesões. Eles vencem o grupo. E talvez te façam cochilar no processo.

## Japão: a aposta do modelo para o segundo lugar Vale a pena parar aqui, porque a Suécia tem os nomes mais badalados e o Japão não está nem aí. O grupo de Hajime Moriyasu é o conjunto não europeu mais completo da Copa: Takefusa Kubo armando pela direita, Ritsu Doan e Daizen Maeda atacando os espaços, e Ayase Ueda, que acaba de levar a artilharia do Holandês com 25 gols pelo Feyenoord, como referência. Wataru Endo protege um meio-campo que de fato controla o jogo, e o Japão passou as Eliminatórias asiáticas desmontando adversários com exatamente esse desenho. O ataque levou pancadas: a lesão na coxa de Kaoru Mitoma e o cruzado de Takumi Minamino tiram dois pontas de peso, e isso enfraquece de verdade a frente. Mas a estrutura segue de pé sem eles, e é esse o ponto. O modelo coloca o Japão como favorito claro ao segundo lugar, e a razão futebolística é simples: é um time que funciona, não um setor de ataque que funciona parafusado num caos. A tabela ao vivo acima concorda.

## Suécia: duas estrelas, um time trêmulo Eis a verdade que a torcida sueca insiste em contornar. Alexander Isak e Viktor Gyökeres estão entre os melhores centroavantes do mundo, e mesmo assim a Suécia entrou pela porta dos fundos. Não venceram o grupo nas Eliminatórias; não venceram um único jogo nele. Chegaram à repescagem pela classificação na Liga das Nações e, ali, Gyökeres os carregou quase sozinho: hat-trick para bater a Ucrânia e um gol aos 43 do segundo tempo para afundar a Polônia. Isso é um alerta, não um cobertor de segurança. Quando o plano é "dá a bola pro Viktor", o meio e a defesa atrás dele viram a dúvida, e a temporada de Isak foi destruída por uma fratura no tornozelo em dezembro, que exigiu cirurgia. Graham Potter arrumou o clima desde que assumiu no inverno. Não conjurou um time equilibrado do nada. Letais nos dias bons, desnorteados nos outros.

## Tunísia: a muralha que precisa aprender a fazer gol A Tunísia fez algo inédito: classificou-se sem sofrer um gol, nove vitórias e um empate em dez jogos da CAF. Aymen Dahmen é um goleiro de verdade e o capitão Ellyes Skhiri, do Eintracht Frankfurt, comanda o meio. O problema é o outro lado. Sabri Lamouchi, no cargo só desde o inverno, depois de uma eliminação morna nas oitavas da Copa Africana, ainda procura gols em Elias Achouri, Sébastien Tounekti e num Youssef Msakni de 35 anos. Uma defesa tão treinada pode estragar a noite da Suécia. Se ela algum dia vai realmente vencer um jogo por 1 a 0 nesse nível é a história inteira da campanha tunisiana.

## Os jogos que decidem o grupo - Netherlands vs Japan (14 de junho, Dallas) — o duelo dos pesos-pesados logo na estreia; um resultado do Japão remexe a tabela inteira. - Tunisia vs Japan (20 de junho, Monterrey) — a casca de banana do Japão contra a defesa mais dura do grupo. - Japan vs Sweden (25 de junho, Dallas) — com toda a probabilidade, o mata-mata direto pela vaga de segundo.

## O veredito Holanda para terminar em primeiro, se a parte física e um lampejo de criatividade ajudarem. Japão para ficar com o segundo, porque um time equilibrado bate dois craques soldados num conjunto frágil muito mais vezes do que perde para eles. A Suécia é a casca de banana e a aposta de risco no mesmo corpo; a Tunísia é aquela seleção que todo mundo despreza até empatar 0 a 0 com você e te deixar furioso. Comece pela estreia em Dallas.

Nosso modelo é estatístico, não profético. Veja a metodologia para entender como as probabilidades são construídas.

Acompanhe o grupo ao vivo — odds e o palpite do nosso modelo para cada jogo: Netherlands vs Japan, Sweden vs Tunisia, Netherlands vs Sweden, Tunisia vs Japan, Japan vs Sweden, Tunisia vs Netherlands.

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