Argentina pode ganhar a Copa 2026 e buscar o bi?
A campeã chega com Messi, um elenco forte e um grupo acessível. Mas a história pesa: nenhuma seleção emenda dois títulos desde 1962.
A Argentina vai à Copa do Mundo de 2026 como atual campeã, atrás de algo que nenhuma seleção conseguiu em mais de seis décadas: defender o título com sucesso. Então, a Argentina pode ganhar a Copa em 2026 e conquistar o bicampeonato? O talento existe, o caminho é razoável e o capitão volta para um torneio histórico. Mas o peso da história é real.
A maldição do atual campeão
A última seleção a vencer Copas seguidas foi o Brasil, campeão em 1958 e de novo em 1962. Antes disso, a Itália fez o mesmo em 1934 e 1938. É essa a lista inteira. Nos mais de 60 anos seguintes, todo campeão defensor ficou pelo caminho, e vários caíram já na fase de grupos. Ou seja: pedir o bicampeonato à Argentina é pedir algo que o futebol moderno nunca viu.

Messi e o elenco
O técnico Lionel Scaloni — o homem que pôs fim à longa espera no Catar — convocou seus 26 jogadores com Lionel Messi na lista. Aos 38 anos, Messi deve disputar uma sexta Copa, recorde que ele divide apenas com Cristiano Ronaldo. A presença chegou a ficar em dúvida após um susto na coxa esquerda pelo Inter Miami na MLS, mas o problema não foi considerado grave e ele deve liderar a seleção.
A espinha dorsal campeã no Catar segue praticamente intacta. O goleiro Emiliano Martínez continua sendo a muralha (confirmado mesmo após fraturar um dedo na final da Liga Europa), com Cristian Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico na defesa, e um meio-campo de Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Leandro Paredes. No ataque, Lautaro Martínez e Julián Álvarez dão poder de fogo além de Messi, e nomes mais jovens como Thiago Almada, Nico Paz e Valentín Barco apontam uma renovação.
A idade é a preocupação honesta. Vários heróis de 2022 já passaram dos 30, e Ángel Di María — decisivo na final do Catar — se aposentou da seleção depois de levantar a Copa América de 2024. Um time apoiado em veteranos pode ter um último grande pico, ou pode ficar sem pernas ao longo de sete jogos no calor norte-americano.

Forma recente e o sorteio
A forma recente é excelente. A Argentina liderou as Eliminatórias da CONMEBOL com folga, foi a primeira sul-americana a garantir vaga e humilhou o Brasil por 4 a 1 em Buenos Aires, em março de 2025 — um resultado que mostrou o domínio dessa geração. Ainda venceu a Copa América de 2024, o segundo título continental seguido.
O sorteio de 5 de dezembro de 2025, em Washington, foi generoso. A Argentina caiu no Grupo J com Argélia, Áustria e Jordânia, com estreia marcada para 16 de junho, em Kansas City. No papel é um grupo administrável, o tipo de pouso suave que uma campeã quer antes do mata-mata subir de nível rumo à final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em 19 de julho. Para um panorama completo, veja nossa prévia da Argentina na Copa 2026 e os grupos e jogos na íntegra.
O veredito honesto
Então, a Argentina pode ganhar de novo? Pode — e está firmemente na conversa. Nosso modelo trata Espanha e Argentina como as claras co-favoritas, com a França logo atrás e o Brasil um degrau abaixo. A favor da Argentina pesam um núcleo vencedor já entrosado, um grupo tranquilo e o melhor jogador da sua geração. Contra, a idade, a profundidade de um torneio com 48 seleções e o fato simples de que ninguém defende o título desde 1962.
A leitura equilibrada: a Argentina é candidata de verdade, não favorita garantida. Se Messi se mantiver inteiro e os veteranos dosarem o ritmo, o bicampeonato é possível. Veja onde os números param nas nossas previsões da Copa 2026 e monte você mesmo o caminho deles até o MetLife no simulador.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.