Colômbia na Copa 2026: o azarão que ninguém quer pegar
James Rodríguez e Luis Díaz comandam uma Colômbia experiente no Grupo K. Nosso modelo a coloca apenas como azarão na briga pelo título — mas uma campanha até as quartas é realista.

A Colômbia chega à Copa 2026 como uma das seleções mais respeitadas fora do pelotão dos favoritos, e Néstor Lorenzo segue no comando depois de conduzir os Cafeteros por um ciclo durííssimo das Eliminatórias da CONMEBOL. Terminaram em terceiro, com 28 pontos — sete vitórias, sete empates e quatro derrotas — e carimbaram a sétima vaga em Copas com um 3 a 0 sobre a Bolívia, segundo a tabela oficial da CONMEBOL. A era Lorenzo já teve uma invencibilidade de 28 jogos e a final da Copa América de 2024, então o pedigree é real, ainda que as derrotas recentes em amistosos para Croácia e França tenham lembrado que a distância para a elite ainda existe.
O elenco é o maior argumento a favor do otimismo. Os 26 convocados por Lorenzo giram em torno do meia James Rodríguez (Minnesota United) e de Luis Díaz, do Bayern de Munique, que chegou ao campeão alemão por cerca de 75 milhões de euros e foi muito bem. Ao redor deles estão o lateral Daniel Muñoz (Crystal Palace), o zagueiro Jhon Lucumí (Bologna), Davinson Sánchez (Galatasaray) e o volante Richard Ríos (Benfica). Vale registrar: o atacante Jhon Jáder Durán ficou de fora por questões disciplinares, sinal de que Lorenzo valoriza o grupo acima do talento individual.
O Grupo K é acessível, mas não é mole. A Colômbia estreia contra o Uzbequistão no Estádio Azteca, na Cidade do México, em 17 de junho, enfrenta a RD Congo em Zapopan no dia 23 e fecha contra Portugal de Cristiano Ronaldo no Hard Rock Stadium, em Miami, em 27 de junho, conforme a tabela do Grupo K. Portugal é favorito à liderança, mas o segundo lugar — e a melhor chave que vem com ele — parece bem possível para uma seleção com tanta bagagem de mata-mata.
O teto realista é uma campanha longa, não o título. O novo formato de 48 seleções faz o vice do Grupo K cair em uma Repescagem dos 32 que pode complicar rápido, e a chance de título de azarão que o nosso modelo dá reflete isso com honestidade: a Colômbia incomoda qualquer um num bom dia, mas está bem atrás das ponteiras Espanha, Argentina e França. Chegar às quartas, igualando o auge de 2014, seria um ótimo Mundial; uma semifinal, a campanha de uma geração.
O veredito é que a Colômbia é o azarão clássico — boa demais para ser ignorada, mas ainda não o suficiente para ser apostada no título. Acompanhe o caminho dela no chaveamento nas páginas de jogos e grupos, veja como os números se mexem nas nossas previsões para a Copa 2026 e monte seu próprio chaveamento no simulador para testar até onde James, Díaz e os comandados de Lorenzo podem ir.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.