Tchéquia na Copa 2026: a volta após 20 anos de espera
Duas disputas de pênaltis levaram a Tchéquia à primeira Copa desde 2006. Agora um técnico de 74 anos precisa sobreviver ao Grupo A. Para o nosso modelo, é zebra.

A Tchéquia está de volta a uma Copa do Mundo, e quase ninguém apostava nisso. Depois de uma eliminatória que quase desabou com uma derrota humilhante em casa para as Ilhas Faroé, os tchecos demitiram o técnico Ivan Hašek e chegaram arrastados à repescagem europeia. O que veio depois, em Praga, foi de cinema: um 2 a 2 com a Irlanda decidido por 4 a 3 nos pênaltis e, na sequência, outro 2 a 2 com a Dinamarca vencido por 3 a 1 em nova disputa. É a primeira Copa do país desde 2006 — uma espera de 20 anos encerrada no sufoco, não na superioridade.
O homem que estabilizou o barco é um herói improvável. Miroslav Koubek, veterano do futebol local de 74 anos, foi contratado só em dezembro de 2025, com contrato de dois anos e meio e a missão única de levar o time pela repescagem. Ele prega estrutura, disciplina defensiva e responsabilidade coletiva acima da posse de bola — pragmatismo vestido de projeto, e funcionou o suficiente na hora certa.
Há qualidade espalhada pelo elenco. O atacante Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, segue como referência, um finalizador frio capaz de decidir um jogo apertado em um único lance, enquanto Tomáš Souček, do West Ham, traz presença física e gols vindos do meio-campo como capitão. Ladislav Krejčí, que marcou nos dois jogos da repescagem, Vladimír Coufal e o goleiro Matěj Kovář completam um time montado para incomodar, não para encantar. A preocupação é o entrosamento: foi uma seleção reconstruída às pressas, não uma candidata consolidada.
O sorteio colocou a Tchéquia num Grupo A acessível, mas traiçoeiro, ao lado dos coanfitriões do México, da África do Sul e da Coreia do Sul. O México, empurrado pela torcida em casa, é claro favorito a liderar. Sobra à Tchéquia brigar com a Coreia do Sul e uma África do Sul em evolução pelo segundo lugar — e, se não der, tentar avançar como um dos oito melhores terceiros colocados no novo formato de 48 seleções. O futebol de bloco baixo e contra-ataque de Koubek é exatamente o perfil que pode roubar um ou dois resultados e passar de fase; ir muito além seria surpresa.
Não vamos fingir que a Tchéquia briga pelo título — nosso modelo a vê como franca zebra na corrida pela taça, e a real é que o romance aqui é simplesmente estar de volta. Mas as oitavas (o mata-mata de 32) são um alvo realista, e o Grupo A está aberto atrás do México. Veja como as simulações avaliam cada cenário tcheco nas nossas previsões da Copa 2026, explore o perfil completo na página da Tchéquia e monte o grupo você mesmo no simulador.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.