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Grupo A: o México na própria casa e a última grande chance de Son Heung-min pela vaga

O México abre a Copa no Azteca como favorito disparado. A briga de verdade é pelo segundo lugar, e nosso modelo confia mais na Coreia de Son do que num time checo que precisou de duas disputas de pênaltis só para chegar aqui.

O Grupo A é o presente do anfitrião, com uma briga acontecendo por baixo. O México pega a abertura na Cidade do México, três jogos em casa ou perto dela, e o cabeça de chave mais tranquilo do sorteio. Quem vence o grupo nem é a pergunta. Quem vai junto, sim, e o modelo aposta no time que a maioria dos neutros vai ignorar em favor do nome europeu mais conhecido.

## México: anfitrião, favorito e, enfim, um time com a cara do treinador A volta de Javier Aguirre fez o que seus antecessores não conseguiram: montar um El Tri que parece um time de verdade. Levou a Copa Ouro de 2025, batendo os EUA por 2 a 1 na final, depois de erguer a primeira Liga das Nações em março, com Raul Jimenez eleito o destaque. Dois títulos seguidos da CONCACAF, portanto, e um 4-3-3 ajustado que vira um esquema com dois atacantes, Jimenez e Gimenez, quando Aguirre quer gente na área. A espinha dorsal é sólida. Edson Alvarez protege o meio depois dos minutos no West Ham, Jimenez comanda o ataque em boa fase no Fulham, e Gilberto Mora, de 17 anos, já é titular de confiança. Guillermo Ochoa, de algum jeito, chega à sua sexta Copa, um recorde. O 0 a 0 com Portugal e o 1 a 1 com a Bélgica em março não empolgaram ninguém, mas foram disciplinados, e é exatamente esse o ponto. No Azteca, com a torcida e a altitude marcando metade dos adversários, qualquer coisa abaixo da liderança do grupo seria um pequeno escândalo.

## Coreia do Sul: a aposta do modelo para o segundo lugar Eis o palpite que merece uma pausa. A maioria vai cravar os checos como adversários do México só pela tradição europeia. O modelo não, e o motivo futebolístico é simples: a Coreia tem mais jogadores de alto nível, e todos no auge ao mesmo tempo. O time de Hong Myung-bo foi o único asiático a passar por toda a terceira fase sem perder, seis vitórias e quatro empates em dez jogos, terminando seis pontos à frente da Jordânia no grupo. Son Heung-min é capitão na quarta Copa, agora no LAFC, mas ainda a referência da equipe. Lee Kang-in chega após a segunda Champions seguida pelo PSG. Kim Min-jae sustenta a defesa vindo do Bayern. Um bicampeão europeu, um campeão da Bundesliga e um craque com mais de 130 jogos pela seleção, tudo na mesma coluna vertebral, é mais qualidade real do que qualquer um dos rivais pela vaga consegue colocar em campo. Some a corrida de Hwang Hee-chan e um time feito para segurar os 1 a 0 que decidem grupos, e o caso se justifica sozinho. A Coreia está ligeiramente na frente, e merecidamente.

## República Tcheca: de volta, enfim, mas por pouco Não confunda a bandeira com o momento. Os tchecos de Miroslav Koubek chegaram à primeira Copa desde 2006 do jeito difícil: segundos no Grupo L atrás da Croácia, que os atropelou por 5 a 1 em Split, depois passaram pela Irlanda nos pênaltis e deram um susto e tanto na Dinamarca, também nos pênaltis, na final da repescagem. Patrik Schick é um problema sério quando está inteiro, quatro gols nas três primeiras rodadas das Eliminatórias e uma temporada cheia pelo Leverkusen nas pernas, e Tomas Soucek dá perigo na bola parada. Mas um time que precisou de duas disputas de pênaltis para chegar até aqui, sem margem para erro, não está sendo desrespeitado com o rótulo de terceiro. Podem surrupiar um resultado, claro. Apostar neles na frente das estrelas coreanas é a escolha mais corajosa, não a mais inteligente.

## África do Sul: os românticos, com uma ferida feita em casa Hugo Broos volta para um último trabalho e uma primeira Copa em 16 anos, montada em torno do capitão e goleiro Ronwen Williams e do metronômico Teboho Mokoena. O detalhe cruel: a África do Sul perdeu três pontos por escalar Mokoena suspenso contra Lesoto e, ainda assim, liderou seu grupo na CAF à frente da Nigéria e do Benin. Um elenco majoritariamente da liga local, com Lyle Foster, do Burnley, na frente, será organizado e difícil de furar. Bater esse trio do topo em três jogos é outra história.

## Os jogos que decidem o grupo - Mexico vs South Africa (11 jun, Cidade do México) — a abertura da Copa no Azteca; aposte num México ajustado para começar forte. - South Korea vs Czech Republic (11 jun, Guadalajara) — a final antecipada pela vaga de segundo, logo no primeiro dia. Quem vencer puxa a briga para o seu lado. - Czech Republic vs Mexico (24 jun, Cidade do México) — a chance de Schick cravar um nome grande se os tchecos estiverem atrás de pontos na reta final.

## O veredito México para vencer o grupo, e com folga: anfitrião, fase, sorteio, tudo. Pelo segundo lugar, fique com a Coreia. Son, Lee Kang-in e Kim Min-jae carregam mais bagagem de jogo grande do que um time checo que chegou nos pênaltis consegue oferecer, e a equipe de Hong sabe vencer feio. Os tchecos são a casca de banana, a África do Sul é o coração, mas a cabeça veste verde e vermelho.

Nosso modelo é estatístico, não profético. Veja a metodologia para entender como as probabilidades são construídas.

Acompanhe o grupo ao vivo — odds e o palpite do nosso modelo para cada jogo: Mexico vs South Africa, South Korea vs Czech Republic, Czech Republic vs South Africa, Mexico vs South Korea, Czech Republic vs Mexico, South Africa vs South Korea.

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2026-06-07 · Cup26 AI