França na Copa 2026: a última dança de Deschamps
Nosso modelo aponta a França como a terceira favorita ao título — mas o grupo da morte exige que os Bleus mostrem serviço desde a estreia.

A França chega à Copa do Mundo de 2026 carregando a história recente: campeã em 2018, vice para a Argentina em 2022 e agora atrás da terceira estrela no que será o último torneio de Didier Deschamps no comando. A federação já acertou Zinedine Zidane para assumir assim que o verão acabar, segundo a ESPN, então este é mesmo o último baile do técnico mais vitorioso da história dos Bleus. Nosso modelo coloca a França como terceira maior candidata ao título, atrás apenas de Espanha e Argentina — um retrato justo de uma seleção fortíssima, mas não exatamente a favorita.
O retrospecto recente sustenta a avaliação. Em março, uma França modificada venceu o Brasil por 2 a 1 mesmo jogando com um a menos, com Kylian Mbappé e Hugo Ekitike marcando, e depois mudou onze jogadores e ainda passou pela Colômbia por 3 a 1 com dois gols de Désiré Doué, como noticiou a Al Jazeera. A profundidade é o grande trunfo. Mbappé é o capitão de um ataque recheado com o Bola de Ouro Ousmane Dembélé, Doué, Michael Olise, Rayan Cherki, Bradley Barcola e Marcus Thuram, enquanto William Saliba, Ibrahima Konaté e Mike Maignan sustentam uma espinha dorsal de respeito. Eduardo Camavinga e Randal Kolo Muani ficarem de fora dos 26 mostra quanto talento Deschamps deixou em casa.
O problema é o sorteio. A França caiu no Grupo I com Senegal, Iraque e Noruega — apontado como o grupo da morte. A estreia é contra os atuais campeões africanos do Senegal no MetLife Stadium em 16 de junho, segue contra um Iraque de volta ao Mundial na Filadélfia em 22 de junho e encerra diante da Noruega de Erling Haaland no Gillette Stadium em 26 de junho, conforme a tabela oficial do Grupo I. Não há vida fácil aqui; dois desses adversários têm condições reais de avançar, e a França vai precisar estar ligada desde o apito inicial.
O teto realista é a final, e o piso é mais alto do que o da maioria. Com 48 seleções, o mata-mata começa nos 32 avos antes das oitavas, quartas e semis, então a França precisaria de cerca de seis vitórias para erguer a taça. Terminar em primeiro do grupo importa: deve afastá-la dos outros gigantes por uma ou duas fases, enquanto cair para segundo ou terceiro abre a porta para um encontro precoce com Espanha, Inglaterra ou Brasil. A França de Deschamps raramente é a mais vistosa, mas chegou a duas das últimas quatro finais sendo letal no mata-mata — e é exatamente essa pegada que mantém os Bleus no nosso top 3.
O certo é tratar a França como candidata de verdade sem ignorar os obstáculos que a sua chance de título sugere. Você mesmo pode testar: simule o caminho dela no Grupo I e o chaveamento completo no nosso simulador, ou veja como ela se compara a Espanha e Argentina nas nossas previsões para a Copa 2026.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.