Haaland na Copa 2026: o fim de 28 anos de espera da Noruega
Erling Haaland finalmente terá o único palco que nunca pisou — e a Noruega volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998. Mas até onde dá para ir de verdade?
A espera acabou: a Noruega está de volta
Para uma geração inteira de torcedores noruegueses, a Copa do Mundo era algo que acontecia com os outros. A última vez que a Noruega entrou em campo numa Copa foi em França 1998 — um torneio que terminou antes de Erling Haaland nascer. Vinte e oito anos e uma dúzia de torneios perdidos depois, esse jejum finalmente morreu. A Noruega garantiu vaga na Copa 2026 com uma campanha perfeita nas Eliminatórias: oito vitórias em oito jogos, saldo de +31 e um recado e tanto, com um 4 a 1 sobre a Itália em Milão que jogou a tetracampeã para a repescagem.
No papel, é o melhor elenco norueguês das últimas décadas. E é também a primeira vez que seus três grandes nomes — Haaland, o capitão Martin Ødegaard e o centroavante Alexander Sørloth — vão dividir o gramado num grande torneio. Depois de anos de quase, a geração de ouro enfim tem seu palco.

Haaland: a linha que faltava num currículo absurdo
Vamos ser diretos: não existe atacante em atividade no planeta com um retrospecto de gols como o de Erling Haaland, e ainda assim a Copa do Mundo é o único palco que ele nunca pisou. Nascido em 21 de julho de 2000, ele completa 26 anos durante o torneio, bem no auge. No Manchester City marcou 112 gols em 132 jogos (até maio de 2026), estabeleceu o recorde de gols numa única temporada da Premier League, com 36 em 2022-23, virou o jogador mais rápido a chegar a 100 gols na Premier League (111 jogos, superando Alan Shearer) e é o mais rápido da história a 50 gols na Champions (49 partidas).
Pela Noruega já é o maior artilheiro de todos os tempos, com cerca de 55 gols em 49 jogos — e o mais veloz da história a 50 gols por uma seleção (46 partidas). Nas Eliminatórias foi simplesmente impossível de marcar: 16 gols em 8 jogos, mais que o dobro de qualquer outro nas Eliminatórias europeias. Os números são surreais. Só falta preencher a casa mais importante de todas.
Monte seu próprio chaveamento no nosso simulador e você vai entender por que todo modelo trata um Haaland inteiro como um fator decisivo no mata-mata.
O elenco de apoio é de verdade
Não é um time de um homem só — e é justamente por isso que é perigoso. Martin Ødegaard (Arsenal) é o capitão e o coração criativo, ainda que sua condição física, depois de uma temporada truncada no clube, seja a maior preocupação. Alexander Sørloth (Atlético de Madrid) dá a Ståle Solbakken um segundo camisa 9 físico e em forma — junte-o a Haaland e pouca defesa no mundo gosta do confronto. Atrás deles há nomes úteis de boas ligas: o ponta Antonio Nusa, o meia Sander Berge e a espinha defensiva de Kristoffer Ajer. Solbakken, no cargo desde 2020, enfim montou um time confortável pressionando alto e saindo rápido no contra-ataque.

O grupo da morte — e um veredito honesto
Aqui o romance encontra a realidade. O sorteio final de 5 de dezembro de 2025, em Washington, colocou a Noruega no Grupo I, ao lado de França, Senegal e Iraque — provavelmente o quarteto mais duro de todo o torneio. O fixture:
- 16 de junho — Iraque x Noruega (Foxborough) - 22 de junho — Noruega x Senegal (East Rutherford / MetLife) - 26 de junho — Noruega x França (Foxborough)
A França, terceira favorita do nosso modelo ao título, está num patamar claramente superior. O Senegal é um peso-pesado africano, físico e calejado em torneios. Com 48 seleções e os oito melhores terceiros colocados avançando, a Noruega não precisa vencer o grupo — bater o Iraque e tirar pontos do Senegal já deve bastar para chegar à Repescagem (32 avos).
Então, até onde dá para ir de verdade? Sendo honesto: as oitavas são uma meta justa e alcançável, e as quartas seriam um sucesso estrondoso. É um elenco estreante, sem nenhuma rodagem de Copa nas pernas e com uma defesa boa, mas não de elite. Uma campanha longa depende inteiramente de duas coisas — a forma física de Ødegaard e um Haaland inteiro e afiado. Nas nossas previsões da Copa 2026 a Noruega aparece como azarão vivo, não como candidata ao título — e está certo.
Haaland já jogou uma Copa do Mundo?
Não. 2026 será a primeira. Ele nunca disputou uma Copa nem uma Eurocopa, e é exatamente por isso que este torneio pesa tanto para o seu legado.
Quando foi a última Copa da Noruega?
França 1998 — um intervalo de 28 anos até o retorno em 2026.
A Noruega pode ser campeã?
Realisticamente, não. É uma azarona, não favorita. O teto é uma campanha memorável no mata-mata; o piso, uma saída honrosa na fase de grupos.
O resumo da ópera
A Noruega de 2026 já é uma história linda, independentemente do resultado: uma nação do futebol renascida e um artilheiro geracional finalmente no maior palco. Se vai virar conto de fadas, dependerá de um grupo brutal e de algumas decisões de condição física. Aprofunde-se na nossa análise da Noruega na Copa 2026, compare-a com o resto na nossa central de previsões e monte seu chaveamento no simulador para ver até onde a Noruega de Haaland pode te levar.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.