Nosso Modelo Transforma Holanda x Marrocos em Cara ou Coroa — Não em Passeio Holandês
Um confronto da Rodada dos 32 entre uma líder de grupo e a seleção que chegou às semifinais em 2022. O olho diz Holanda. Nosso modelo diz 52,9% a 47,1% — e explica por que Marrocos não é freguês de ninguém.

Na segunda-feira, em Monterrey, a Holanda enfrenta Marrocos na Rodada dos 32 da Copa do Mundo, e a maior parte do mundo da bola vai resumir tudo da mesma forma: uma noite tranquila para os holandeses. Nosso modelo discorda — não em alto e bom som, mas com precisão. Ele transforma o confronto em quase um cara ou coroa: Holanda com 52,9% de chance de avançar, Marrocos com 47,1%. Eis por que ele não decreta um passeio holandês.
Quase um cara ou coroa, nos números
As duas seleções já estão classificadas para a Rodada dos 32, então esta é uma pergunta limpa de jogo único, e o modelo divide quase exatamente ao meio. Ao longo dos 90 minutos regulamentares, ele dá à Holanda 37,8% de chance de vitória, 29,0% de empate e a Marrocos 33,2% de vitória. Uma vez simulados a prorrogação e os pênaltis do mata-mata em 50.000 torneios, a chance real de avançar fica em 52,9% para a Holanda e 47,1% para Marrocos — uma fatia de 5,8 pontos.

Nenhum dos dois lados é uma ameaça real ao título a partir daqui — a Holanda aparece com 2,9% de chance de vencer a Copa do Mundo, Marrocos com 2,0% —, mas, por uma noite, o modelo está dizendo para você esperar uma briga, não uma formalidade.
Por que Marrocos não é freguês de ninguém
A razão pela qual o modelo respeita Marrocos não é sentimento; são os últimos quatro anos. Esta é a seleção que chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2022 — a primeira nação africana e a primeira árabe a ir tão longe —, eliminando Bélgica, Espanha e Portugal pelo caminho. Eles chegam a esta fase de mata-mata também invictos no grupo: um empate por 1-1 com o Brasil, uma vitória por 1-0 sobre a Escócia, uma vitória por 4-2 sobre o Haiti. Sete pontos, empatados com o Brasil, separados apenas pelo saldo de gols.

Segurar o Brasil e manter o gol sem ser vazado contra a Escócia é o perfil de uma equipe construída para transformar uma única noite de mata-mata num inferno para qualquer um. Marrocos não precisa ser superior à Holanda durante 90 minutos; precisa apenas se manter no jogo e confiar nas margens — e foi exatamente o que fez contra ataques melhores do que este.

Por que a Holanda é (por pouco) favorita
O modelo ainda pende para o lado holandês, e com razão. A Holanda venceu o Grupo F invicta e fez isso com o ataque mais produtivo do torneio — dez gols em três jogos, incluindo uma vitória por 5-1 sobre a Suécia e um 3-1 sobre a Tunísia, com o empate por 2-2 contra o Japão como único deslize. Essa produção ofensiva é o que os separa de Marrocos na simulação: o modelo enxerga uma seleção mais propensa a achar o gol que decide um mata-mata apertado. É uma vantagem de qualidade na frente, não um abismo — e é exatamente por isso que o número é 52,9% e não 70%.
A leitura honesta
Este é o tipo de confronto para o qual o futebol de mata-mata foi feito: duas seleções invictas na fase de grupos, uma fatia de 5,8 pontos entre elas e uma chance real de continuar empatado após os 90 minutos e seguir para a loteria que o modelo já precificou. Se você quer um favorito claro, procure em outro lugar dessa chave. Se você quer o jogo da Rodada dos 32 com maior probabilidade de ir até o fim, é este. A Holanda é a aposta — por pouco — e Marrocos é a seleção que ninguém na próxima fase vai querer pegar.
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