Tunísia na Copa 2026: as Águias de Cartago conseguem enfim passar de fase?
Uma campanha africana impecável levou a Tunísia à sua sétima Copa. O problema começa no Grupo F, contra Holanda, Japão e Suécia.

A Tunísia chega à Copa de 2026 com a melhor campanha de classificação entre todas as seleções africanas — e com a mesma velha pergunta no ar. As Águias de Cartago lideraram o Grupo H das Eliminatórias da CAF de forma invicta, somando 28 dos 30 pontos possíveis e, impressionantemente, sem sofrer um único gol na campanha inteira. A vaga veio em 8 de setembro de 2025, quando Mohamed Ali Ben Romdhane marcou aos 94 minutos fora de casa contra a Guiné Equatorial, tornando a Tunísia a segunda seleção africana a garantir presença, atrás apenas do Marrocos. É a sétima participação ao todo e a terceira seguida.
O problema é a história. Em todas as seis viagens anteriores — 1978, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022 — a Tunísia nunca passou da fase de grupos. O momento mais perto da glória foi um final marcante no Catar, quando bateu a então campeã França por 1 a 0 e mesmo assim foi eliminada. Quebrar esse jejum virou o projeto inteiro — e a missão caiu nas mãos de um novo treinador: Sabri Lamouchi foi anunciado em janeiro de 2026 depois que Sami Trabelsi, justamente o técnico que garantiu a classificação, foi demitido após cair nas oitavas da Copa Africana de Nações.
O sorteio não foi generoso. O Grupo F coloca a Tunísia ao lado de Holanda, Japão e Suécia — talvez a chave mais difícil que coube a um classificado da CAF. O capitão e cérebro do meio-campo Ellyes Skhiri (Eintracht Frankfurt) comanda um time que une essa disciplina defensiva à energia de Premier League de Hannibal Mejbri e à solidez de Montassar Talbi na zaga, com o veterano atacante Youssef Msakni ainda em cena. O plano é claro: ficar compacto, sofrer pouco e roubar um resultado como fizeram contra a França.
O caminho é estreito, mas existe. No formato de 48 seleções, os dois primeiros de cada grupo mais os oito melhores terceiros avançam para os 32 avos, então a Tunísia não precisa vencer o grupo — um ou dois empates e uma vitória podem bastar. O calendário ajuda a enxergar: a estreia é contra a Suécia em 14 de junho, em Monterrey, depois o Japão no mesmo local em 20 de junho, e o fechamento contra a Holanda em Kansas City, dia 25. A estreia contra uma Suécia batível parece ser o jogo-chave para qualquer sonho realista de mata-mata.
Vamos ser honestos sobre o teto: nosso modelo coloca a Tunísia firmemente entre as azarãs absolutas pelo título, e este grupo torna até um top-2 uma escalada íngreme. Mas os 32 avos estão genuinamente ao alcance de um time tão organizado. Veja como os números se comportam em nossas previsões da Copa 2026, confira o perfil completo na página da Tunísia e monte seus próprios cenários do Grupo F no simulador de jogos.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.