EUA 4-1 Paraguai: dois gols de Balogun iluminam uma estreia histórica na Copa
Folarin Balogun marcou duas vezes e os anfitriões abriram o Grupo D com a atuação mais goleadora da história dos Estados Unidos em Copas, um dominante 4 a 1 diante de um SoFi Stadium em festa.
Há noites em que um torneio se anuncia, e para os Estados Unidos esta foi uma delas. A Copa do Mundo de 2026 chegou ao solo americano pela primeira vez em 32 anos, e os coanfitriões a receberam atacando o Paraguai desde o apito inicial e sem jamais aliviar. Quando a poeira baixou em um SoFi Stadium que tremia, o placar marcava Estados Unidos 4, Paraguai 1 — o maior número de gols que a seleção masculina dos EUA já fez em uma única partida de Copa.
O tom foi dado logo aos sete minutos. Christian Pulisic e Weston McKennie combinaram pela esquerda, a jogada teve velocidade e intenção, e o passe para trás foi tão perigoso que o volante paraguaio Damián Bobadilla só conseguiu mandar contra o próprio gol. Uma torcida nervosa virou crente num instante. A partir dali, os EUA apenas ampliaram uma vantagem que crescia e crescia.
Balogun se firma no maior palco
Apesar de toda a expectativa em torno de Pulisic, a noite foi de Folarin Balogun. O atacante carregava dúvidas sobre se poderia ser um verdadeiro camisa nove nesse nível; ele respondeu a todas elas. Aos 31 minutos, Pulisic avançou pelo meio e rolou a bola em sua trajetória, e Balogun bateu de primeira com muita força. Depois, nos acréscimos do primeiro tempo, produziu o gol da partida — recebeu de costas para a meta, girou sobre o marcador e colocou a bola no ângulo superior esquerdo com a perna esquerda, a mais fraca. Foi o tipo de momento que transforma um atacante promissor em estrela de torneio.
Os dois gols vieram acompanhados de história. Balogun se tornou o primeiro americano a marcar duas vezes em uma única partida de Copa do Mundo desde a edição inaugural do torneio, em 1930, encerrando um jejum de quase um século. Três gols à frente no intervalo, os EUA praticamente resolveram uma estreia que tantos haviam cercado de ansiedade.
O plano ousado de Pochettino
As digitais de Mauricio Pochettino estavam por toda a atuação. Ele montou a equipe em um agressivo 3-4-2-1 que se transformava em linha de quatro e até de cinco sem a bola, e escolheu intenção ofensiva no meio-campo, colocando Malik Tillman ao lado de Tyler Adams e Weston McKennie. A aposta deu certo de sobra. Tillman partiu para cima dos defensores sempre que tocou na bola e deu o passe perfeito para o terceiro gol, enquanto McKennie cobriu o campo incansavelmente e fez as rotações parecerem fáceis. Adams deu forma e mordida a tudo.
A única sombra da noite veio no intervalo, quando Pulisic não reapareceu. Ele havia levado um chute na parte de trás da panturrilha esquerda e, com os EUA três gols à frente e o jogo resolvido, Pochettino escolheu a cautela em vez do risco, colocando Sebastian Berhalter. "Ele levou um chute na panturrilha e sentiu a região tensa no fim do primeiro tempo. Não quisemos correr nenhum risco", explicou o treinador. O próprio Pulisic minimizou depois, dizendo que já havia sentido coisas parecidas e que não acreditava ser nada grave — um alívio para uma equipe que precisa dele em plena forma para o que vem pela frente.
O lampejo do Paraguai, o arremate dos EUA
Jogando uma causa perdida, o Paraguai ao menos encontrou um momento de orgulho quando Mauricio descontou aos 73 minutos, deixando 3 a 1. Foi um lembrete de que se trata de um time aguerrido e físico, capaz de machucar adversários — mas nunca ameaçou mudar o rumo da noite. Os EUA deram a palavra final no fim dos acréscimos, quando o substituto Gio Reyna, de volta ao grupo e ansioso para provar seu valor, mandou um quarto gol aos 98 minutos para coroar uma noite quase perfeita e levar a torcida ao delírio.
Poucos esperavam essa margem, mesmo que os anfitriões fossem discretamente favoritos — e os coanfitriões entregaram com uma convicção que vai render frutos. Para um grupo que carregava o peso da expectativa de uma nação inteira, foi um recado: organizados, implacáveis e cheios de confiança.
O que significa para o Grupo D
O resultado deixa os Estados Unidos na liderança do Grupo D com três pontos e saldo de +3, no comando do próprio destino desde o primeiro dia. O Paraguai fica na lanterna com -3 e agora encara um confronto decisivo contra a Turquia em Santa Clara, no dia 19 de junho, mesma data em que os americanos viajam a Seattle para enfrentar a Austrália. Austrália e Turquia estreiam em Vancouver, deixando os EUA com uma plataforma inicial que quase ninguém poderia ter desenhado de forma mais limpa.
As ressalvas são reais — a panturrilha de Pulisic, um teste mais duro pela frente diante de uma Austrália que vai se fechar mais e complicar a vida — mas a base não poderia ser melhor. Por uma noite elétrica em Los Angeles, a seleção da casa pareceu um time pronto para fazer deste o seu verão. Reveja cada momento na página da partida e acompanhe o panorama completo nos jogos à medida que o grupo toma forma.
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