Marrocos tem a 2ª Melhor Chance de Chegar às Quartas de Final — À Frente de Brasil, Inglaterra e Argentina
Não porque seja a segunda melhor seleção que ainda resta — não é. Mas porque tem o caminho mais fácil, e no mata-mata o caminho é metade da batalha.

Aqui está o número mais surpreendente que nosso modelo está produzindo neste momento. De todas as seleções ainda vivas na Copa do Mundo de 2026, a que tem a segunda melhor chance de chegar às quartas de final não é o Brasil, nem a Inglaterra, nem a Argentina, nem a Espanha. É Marrocos.
O modelo dá a Marrocos 65.2% de chance de chegar às oito melhores. Apenas a França, com 84.6%, está acima. A Inglaterra aparece com 63.0%, os EUA com 62.0%, o Brasil com 61.3%, a Argentina com 60.0%, e a Espanha — favorita ao título com 15.6% — fecha o grupo com 56.3%.

Leia isso de novo. Uma seleção que o modelo coloca em sétimo para o título, com apenas 4.0% de chance de conquistá-lo, tem chances melhores de chegar às quartas do que quatro das favoritas antes do torneio. Isso não é um erro. É a essência do futebol de mata-mata: o caminho importa tanto quanto o elenco.
Por que o modelo adora o caminho de Marrocos
Duas coisas explicam o número, e nenhuma delas é "Marrocos é secretamente a segunda melhor seleção do mundo".
A primeira é que Marrocos já superou o obstáculo mais difícil da sua metade da chave. Eliminou a Holanda nos 16-avos de final, vencendo nos pênaltis após um empate por 1-1 — tirando do caminho o cabeça de chave mais forte do seu lado, e trata-se de uma semifinalista de 2022, então não foi nenhuma emboscada. Com a Holanda fora, a barreira à frente de Marrocos ficou bem mais baixa.
A segunda é o próprio sorteio. O adversário de Marrocos nas oitavas de final é o Canadá, uma seleção que o modelo considera claramente azarão. Vencendo esse jogo, a quarta de final vem contra o sobrevivente de uma sub-chave cujos pesos-pesados — a Holanda e a Alemanha — já estão fora. Some tudo e o caminho de Marrocos até as oito melhores é, com folga, o mais tranquilo de qualquer seleção séria. É daí que vêm os 65.2%: não de domínio, mas de um caminho fácil e navegável.
A ressalva: um bom sorteio não é um troféu
Aqui está a outra metade honesta, a parte que os compactos de melhores momentos pulam.

Os números de Marrocos desabam depois das oito melhores. O modelo lhe dá 27.5% de chegar à semifinal, 10.9% de chegar à final, e apenas 4.0% de conquistar tudo — sétimo entre os sobreviventes, atrás de França, Espanha, Inglaterra, Brasil e Argentina. Por que a queda? Porque uma campanha longa acaba encontrando as seleções das quais o sorteio o poupou antes. França (24.4% de conquistar o título), Espanha (15.6%) e Inglaterra (13.0%) seguem sendo as verdadeiras ameaças ao troféu segundo o modelo, e Marrocos provavelmente teria de vencer uma delas para levantar a taça.
Então as duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e não se anulam. Marrocos tem a segunda melhor chance de chegar às quartas entre todos os que restam, e apenas a sétima melhor chance de título. O primeiro número é um presente da chave. O segundo é o modelo lembrando você de que um presente só leva você até certo ponto.
A conclusão
Marrocos é semifinalista de 2022, venceu a Holanda por mérito, e agora tem o caminho mais fácil até as oito melhores entre todos os candidatos. Acredite na quarta de final — o modelo acredita, mais do que acredita na do Brasil ou na da Inglaterra. Só não confunda o melhor sorteio do torneio com a melhor seleção dele. No mata-mata, o caminho é metade da batalha. Não é a guerra inteira.
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