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Bélgica na Copa 2026: azarão com grupo tranquilo pela frente

Time de Rudi Garcia se classificou invicto e caiu num Grupo G acessível, mas nosso modelo ainda coloca os Diabos Vermelhos como azarões de longa data na briga pelo título. Veja a análise sem ilusões.

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2026 FIFA World Cup

A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 com um rótulo de sempre: perigosa, experiente e nunca exatamente favorita. Sob o comando do técnico Rudi Garcia, contratado em janeiro de 2025 após a saída de Domenico Tedesco, os Diabos Vermelhos venceram o Grupo J das Eliminatórias da UEFA sem perder, fechando com cinco vitórias e três empates em oito jogos. Houve goleadas como o 7 a 0 sobre Liechtenstein e o 6 a 0 em cima do Cazaquistão, mas dois jogos de quatro gols contra o País de Gales mostraram uma defesa que ainda dá brechas. Classificação invicta é uma boa base; sozinha, não faz de ninguém candidato ao título.

O elenco é uma geração de ouro em plena transição. Kevin De Bruyne, hoje com 34 anos, segue como o coração criativo do time depois de uma lesão na coxa, enquanto Romelu Lukaku continua sendo o maior artilheiro da história belga apesar de uma temporada apagada e cheia de problemas físicos no Napoli — o próprio Garcia admitiu que Lukaku está "fora de forma" e pode não começar como titular. Thibaut Courtois dá à Bélgica um goleiro de elite, e o ataque tem velocidade de verdade com Jeremy Doku, do Manchester City, e Leandro Trossard, do Arsenal, enquanto Youri Tielemans, do Aston Villa, leva a braçadeira. O talento existe; a dúvida é se a coluna do time aguenta mais uma campanha longa de Mundial.

O sorteio foi quase generoso. A Bélgica caiu no Grupo G com Egito, Irã e Nova Zelândia — três adversários que ela deveria controlar, ainda que o Egito de Mohamed Salah seja uma armadilha clara. A estreia é contra o Egito em 15 de junho, no Lumen Field, em Seattle; depois vem o Irã em 21 de junho, no SoFi Stadium, perto de Los Angeles; e o fechamento contra a Nova Zelândia em 26 de junho, no BC Place, em Vancouver. Com os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros avançando às oitavas de 32, chegar ao mata-mata seria o esperado de um time desse nível, não uma façanha.

É justamente por isso que a conversa sobre o teto importa. Nosso modelo dá à Bélgica apenas uma chance de azarão de ser campeã — território de azarão, bem atrás do pelotão de frente formado por Espanha, Argentina e França, e abaixo de candidatos intermediários como Portugal e Colômbia. Um grupo favorável deve render uma fase de grupos tranquila e uma vaga nas oitavas, mas o caminho endurece rápido: provável duelo com um líder de grupo nas oitavas e, depois, um cabeça de chave nas quartas. O melhor cenário realista é chegar entre os oito; ir além exigiria que De Bruyne, Courtois e companhia desafiassem o chaveamento e as casas de aposta uma última vez.

A leitura honesta é simples: a Bélgica é um time que se respeita na fase de grupos e do qual se desconfia nas fases finais — forte o bastante para vencer um grupo acessível, mas ainda não reconstruída a ponto de derrubar a elite. Se quiser testar essa tese, simule o caminho deles no nosso simulador e veja com que frequência o time de Garcia chega às quartas, e leia as previsões completas da Copa 2026 para entender onde os Diabos Vermelhos aparecem entre os favoritos.

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2026-05-29 · Cup26 AI