Irã na Copa 2026: o Team Melli enfim passa de fase?
Sete Copas, nenhum mata-mata. No Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, o Irã busca a vaga no mata-mata de 32 que sua história sempre negou.

O Irã foi uma das primeiras seleções a carimbar o passaporte para a Copa de 2026, garantindo a vaga já em março de 2025 com um empate por 2 a 2 diante do Uzbequistão, jogo em que o capitão Mehdi Taremi marcou duas vezes. O Team Melli liderou seu grupo da terceira fase asiática com 23 pontos, dois à frente do Uzbequistão, confirmando a sétima participação em Copas. Essa constância é o lado orgulhoso da história. O lado doloroso é o retrospecto que vem junto: em seis Mundiais anteriores, o Irã nunca passou da fase de grupos.
O sorteio em Washington, em 5 de dezembro de 2025, colocou os iranianos no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Como cabeças de chave do Pote 2, em torno do 20º lugar do ranking mundial, o Irã não é o time mais fraco da chave, e isso muda um pouco o enredo: não se trata de um estreante romântico lutando para sobreviver, mas de um freguês das Copas tentando finalmente quebrar um teto de 48 anos. O calendário ajuda no papel: estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, no SoFi Stadium, encara a Bélgica no mesmo palco em 21 de junho e fecha contra o Egito no Lumen Field, em Seattle, no dia 26.
Comandado por Amir Ghalenoei, o time ainda se apoia em rostos conhecidos. Taremi, hoje com 33 anos e no Olympiacos depois de uma temporada na Inter que incluiu uma final de Champions League, segue como referência e principal arma de gol. O ponta Alireza Jahanbakhsh, ex-Brighton, traz rodagem europeia pelos lados, enquanto um núcleo de jogadores experientes garante a raça pela qual o Irã é conhecido. A profundidade do elenco, porém, gera dúvidas, e o grupo vive à sombra da noticiada ausência de Sardar Azmoun, atacante com mais de 50 gols pela seleção cuja falta seria sentida.
Na real, o Irã é um azarão claríssimo para o título. A briga viva é pela segunda vaga atrás de uma forte Bélgica, e a maioria espera que essa disputa fique entre Irã e Egito, com os Faraós e Mohamed Salah ligeiramente à frente. Como o novo formato de 48 seleções também premia os oito melhores terceiros colocados, uma defesa disciplinada e um Taremi cirúrgico ainda podem garantir a classificação mesmo em terceiro. As margens são mínimas, mas o prêmio, o primeiro mata-mata da história, nunca pareceu tão perto.
Será que o time de Ghalenoei finalmente cruza a linha em que empacou por quase meio século? Mergulhe em como o Grupo G deve se desenhar, monte seus próprios cenários de mata-mata no nosso simulador de partidas e veja onde o Irã aparece nas nossas previsões para a Copa de 2026.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.