Egito na Copa 2026: o grupo de Salah dá chance ao mata-mata?
O Egito volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 2018, com Mohamed Salah de capitão. Num Grupo G aberto, a vaga em segundo é um alvo concreto.

O Egito carimbou a vaga na Copa de 2026 como líder folgado do Grupo A das Eliminatórias da CAF, numa campanha quase impecável: 19 gols marcados e apenas 2 sofridos em nove jogos, confirmada com um 3 a 0 sobre o Djibuti em casa, em outubro de 2025. O capitão Mohamed Salah foi o motor da equipe, terminando como artilheiro do grupo com nove gols. O técnico Hossam Hassan — maior goleador da história da seleção egípcia — montou um time entrosado e perigoso no contra-ataque, ainda que chegue marcado pela eliminação na semifinal para a futura campeã Senegal na Copa Africana de Nações de 2025, em janeiro.
Esta é apenas a quarta participação do Egito em Copas, depois de 1934, 1990 e 2018 — e os Faraós nunca venceram uma partida em Mundiais. Essa história importa porque define a ambição realista aqui: não a taça, mas a primeira ida ao mata-mata. No formato de 48 seleções, os dois primeiros de cada grupo mais os oito melhores terceiros colocados avançam às oitavas (Round of 32), o que dá a uma equipe como o Egito mais de um caminho. Dá para entender essa conta na nossa página de grupos.
O sorteio foi generoso de um lado e cruel de outro. A Bélgica, top 10 do ranking e cabeça de chave do Pote 1, é a favorita clara do grupo e a primeira adversária do Egito, em Seattle, no dia 15 de junho. Mas os outros dois rivais são batíveis: o Irã é organizado e experiente, porém raramente faz muitos gols, e a Nova Zelândia, na casa dos 80 no ranking, é a seleção mais fraca do grupo. O caminho egípcio passa pelo confronto com a Nova Zelândia em Vancouver (21 de junho) e pelo duelo com o Irã em Seattle (26 de junho) — tirar quatro pontos ou mais desses dois jogos deixa a vaga em segundo bem viva.
Salah segue sendo o diferencial, mas não estará sozinho. Omar Marmoush traz velocidade e finalização após uma boa temporada no Manchester City, e o experiente Trezeguet é uma opção testada para jogos grandes no ataque. A preocupação é o banco curto e uma defesa que oscila contra a movimentação de seleções de elite — exatamente o que a Bélgica vai testar. Com honestidade: o Egito é azarão para o título, um longshot que nosso modelo nunca colocou na briga pela taça, mas está muito vivo na disputa pelas oitavas.
Na Copa como um todo, nosso modelo ainda enxerga o Egito como azarão, e não como candidato ao título, mas vê uma chance real de chegar ao mata-mata. Monte o Grupo G você mesmo e teste todas as combinações no nosso simulador de partidas, e veja onde os Faraós aparecem nas nossas previsões da Copa do Mundo 2026.
Aposta para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.